Editorial

CONTRA A GUERRA
Pentagon (1)1
Aprovado por aclamação no Encontro de Escritores Correntes d'Escritas

Falar de Literatura, reunir-se para debater nas Correntes d'Escritas é, sem dúvida, uma aposta no poder da palavra.
Como escritores, como homens e mulheres do munda da palavra, sobretudo como cidadãos, acreditamos que a palavra é ferramenta fundamental, não apenas do pensamento, como também da acção humana.

Por isso, não podemos permanecer em silêncio quando sobre o nosso mundo paira a sombra de uma guerra que resulta na própria negação da palavra como instrumento de conhecimento e de busca da verdade.

Não somos ingénuos ao ponto de acreditarmos que os ditadores e os poderosos se convençam apenas com boas palavras.

Não somos tão ingénuos que acreditemos que a guerra possa ser um instrumento de paz e que as bombas não matem inocentes.

A ditadura de Sadam Hussein deve ser combatida com as armas da legalidade, a pressão diplomática e o diálogo. Não com o derramamento de sangue injustificável.

Não é o suposto perigo mundial do regime iraquiano o que motiva o presidente dos Estados Unidos a procurar com tanta ansiedade a guerra, mas os interesses políticos, estratégicos e sobretudo económicos do império americano, que é o império das industrias e do armamento.

Por isso, usamos a nossa palavra para nos pronunciarmos hoje contra a guerra no Iraque, para exigir aos nossos respectivos governos que não a apoiem e para apelar à cidadania, à manifestação contra ela e a impedir que se mate em nosso nome.

15 de Fevereiro de 2003
Póvoa de Varzim







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